Tuesday, January 27, 2009

Ringue de boxe


Ringue de boxe. Confronto. Inquietação.

Espaço social. Confronto. Inquietação.

Ringue de boxe. Sangue, suor e lágrimas. Atracção.

Espaço social. Sangue, suor e lágrimas. Atracção.

Fenómenos de atracção pelo violento quotidiano.


Violência gratuita que é aceite de forma veemente, convicta. Tão convicta que passa a fazer parte de nós, do indivíduo e do individual. Não se tem a clara noção de que ela existe, mas ela está tão presente como a alegria, a tristeza, a solidão ou a publicidade.

É então assim, na vida quotidiana, que somos confrontados com situações violentas ou de violência, tendo na maior parte das vezes uma atitude de indiferença, e mais do que isso, até de arrogância, estando a pós-modernidade à espreita em qualquer esquina para um qualquer palco…

Numa sociedade do espectáculo, o indivíduo está sempre em cima da linha ténue que separa a consciência e a inconsciência de que é um representante da indústria do espectáculo. Muitas das vezes isso cria conflitos, paradoxos na personalidade, como se fôssemos controlados por alguém de muito longe e tivéssemos plena consciência disso, e o consentíssemos quase sempre. Só às vezes é que não.

É assim que o taco de golfe volta a golpear de novo a parede almofadada, fazendo um rasgão naquela pele avermelhada e tão macia…

Saturday, May 19, 2007

Eco(s) do Pêndulo

118

"A teoria social da conspiração... é uma consequência da falta de referência a Deus, e da consequente pergunta: Quem está no seu lugar?"

(Karl Popper, Conjectures and Refutations, London, Routledge, 1969, I, 4)

Wednesday, May 16, 2007

Sobre o Euskadi

"No solo en los atentados, en los tiros o en las bombas se manifestan la bestialidad, la deslealtad, la arbitrariedad nacionalistas. Se manisfestan también, y quizá más crudamente, en esos detalles, en esa soterrada violencia que hace vivir a unos de una forma y a otros de otra."

in Iñaki Ezkerra, "Estado de excepción: Vivir con miedo en Euskadi"

Eco(s) do Pêndulo

81

"O povo subterrâneo alcançou o saber máximo... Se a nossa louca humanidade iniciasse uma guerra contra eles, seriam capazes de fazer ir pelos ares a superficie do planeta."

(Ferdinand Ossendowski, Beasts, Men and Gods, 1924, V)

Saturday, May 12, 2007

Eco(s) do Pêndulo

77

"Esta erva chamam-lhe Enxota-diabos os Filósofos. É coisa experimentada que só esta semente enxota os diabos e as suas alucinações... Foi dada a uma jovem que durante a noite era atormentada por um demónio, e tal erva fê-lo fugir."

(Johannes de Rupescissa, Tratado sobre a Quintessência, II)

Thursday, May 10, 2007

Peso. Leveza. Não haverá meio termo?

Peso. Leveza. Não haverá meio termo?
O fascínio pelo belo é tão forte que causa um terror enebriante.É o kitsh. Uma nuvem de estrelas cintilantes que te prega ao chão.
É um cometa. Mas depois dele passar só resta a poeira, aquilo que ele decidiu deixar para trás.O peso que o cometa trás com ele é fascinante. Mas como cometa que é, faz uma aparição temporária que brilha até desaparecer.Depois dele, só resta a leveza do seu peso, dos seus destroços.
O fascínio estava na sua presença bela e no medo que ele provocava. É nesse ponto que está o sublime.
O sublime está no equilíbrio.Ele é o meio termo.Na balança peso/leveza,o sublime é aquilo que torna o peso mais leve e a leveza mais pesada.Pois a leveza é insustentável para o ser humano.
O peso faz parte da vida.
Com equilíbrio.
Com o peso existes. Com a leveza não.
A leveza é nada. O peso é a essência.
Com equilibrio é sublime.

Eco(s) do Pêndulo

64

"Sonhar que se habita numa cidade nova e desconhecida significa morrer dentro em breve. Com efeito é noutro sítio que habitam os mortos, e não se sabe onde."

(Gerolamo Cardano, Somnorium Synesiorum, Basel, 1562, 1, 58)

Dòs foi ali e já vem...

Dòs foi para outras paragens.

Che Nascimientti está para ficar.

Bienvinidos!

Wednesday, October 19, 2005

Hhmmm...um momento

Quando tudo parece perdido há que encontrar algo
aonde?
procurar no mais fundo da nossa alma algo que seja facilmente encontrado
algo feliz e sorridente como uma manhã
passada ao lado da pessoa, da tal, aquela que quando tás deprimido
te dá um comprimido.
Um comprimido de certezas e restabelece a tua pessoa
como se fosses a uma bomba de gasolina e enchesses um depósito
cheio, se faz favor!
neste caso não de gasolina mas sim de adrenalina
aquela coisa que te faz levantar cedo de manhã e espreitar
por detrás de uma cortina e dizer vamos embora
vamos viver mais um dia!
se isto não acontecer terás que o procurar
sozinho com a tua alma.
Sentir é do mais lindo que há e,
se for um sentimento verdadeiro tu irás sabê-lo
pois não precisarás de pensar
simplesmente ele aparece,
é como que uma bênção que a vida te dá.
só por si a vida é uma dádiva
mas se for bem sentida e transparente
tudo se torna belo,
como o é o sincelo numa manhã fria, nuns montes da Beira
que é completamente esquecida pelo tempo que corre lá fora.
aqui neste canto tudo parece mais seguro
como se o único bolor que entrasse aqui fosse a humidade
de um nevoeiro triste e melancólico, distante.
merece ser sentido e reflectido pois parece que ele existe
para nos dar mais esperança, para nós nos ofuscarmos,
emiscuirmos da sociedade do desespero e das não ideias
dos não argumentos.
tu dizes isso mas não sabes porque é que o dizes
dizes isso sem o teres apreendido sem o sentires
é uma pena.
a tua vida merece mais de ti
mais admirações e mais incertezas
pois tudo aquilo que tu dizes pode mudar o mundo.
é verdade não te admires com isto!
tens que ser forte e procurar na tua cabeça passadeiras rolantes
que te mostrem,
como se de uma exposição se tratasse
todos os pontos de vista de uma simples coisa.
só assim poderás ter a legitimidade de dizer aquilo que te apetece
ou talvez não.
não sei.
já não tenho certezas
porque nunca as tive.
o sentimento versus o pensamento,
é algo que poderá ser perigoso
pois o teu pensamento pode ser moldado pelo sentimento
enquanto que o sentimento dificilmente o será pelo pensamento.
o pensar é algo curioso e ao mesmo tempo perigoso,
sendo ao mesmo tempo o nosso motor e inibidor.
se for acompanhado do sentir poderá ser chamado de mais legitímo?
penso que não...
mais verdadeiro ou puro?
talvez.
pelo menos poderás dizer que o estás fazendo sendo sincero.
e de que adianta?
estarás certo do que estás a dizer?
se calhar era melhor pensares um bocado e não seres tão impulsivo.
onde é que está a tua razão?
tu não pensas?

Eu penso e digo que escrever isto aqui em cima
foi extremamente libertador pois fiquei com a sensação
de levitar entre pensamentos em catadupa
que podem não ter muito sentido para quem os ler
mesmo para mim que os escrevi.
mas nesse momento como agora
eles fizeram e fazem sentido.
o momento é sempre o mais importante
e se para te sentires totalmente bem
precisares apenas de um momento
acho que tudo fica explicado.
assim ficam a saber tanto como eu
e podem compreender um pouco melhor a vossa cabeça
pois quem ler isto
irá ficar com as palavras em riste
como que agulhas na sua cabeça
a picar, a picar...
e aí é a parte em que eu entro
eu apareço do nevoeiro dos teus pensamentos
e tranformo tudo aquilo que leste em sentimentos.
tu irás ficar a pensar que me conheces.
mas será que sim?
tu tás a ler os meus pensamentos
é bem verdade...
mas todos eles fazem parte de um momento
que é apenas aquele em que eu os escrevo.
se calhar nem foram sentidos...
fizeram apenas parte de um constante devir
como que uma consciência constante e ininterrupta
em que se torna extremamente necessário
vomitar tudo o que tenho na mente cá para fora.
agora sim vou acabar estes escritos
com a sensação de ter renascido
e isso é bom.
talvez para a próxima tente ser mais racional
ao ponto de escolher um tema e falar dele.
ou talvez não tenha a disposição para isso
tudo depende lá está... do momento.
é com a sensação de não ter dito nada
que acabei por dizer quase tudo
pois abri o livro e apeteceu-me lê-lo.
e acho que não há muitas pessoas
a tentar ou a querer fazê-lo.
Ou há?

BRUNO NASCIMENTO
Sábado, 13 de Dezembro de 2003
(20h18m)