Quando tudo parece perdido há que encontrar algo
aonde?
procurar no mais fundo da nossa alma algo que seja facilmente encontrado
algo feliz e sorridente como uma manhã
passada ao lado da pessoa, da tal, aquela que quando tás deprimido
te dá um comprimido.
Um comprimido de certezas e restabelece a tua pessoa
como se fosses a uma bomba de gasolina e enchesses um depósito
cheio, se faz favor!
neste caso não de gasolina mas sim de adrenalina
aquela coisa que te faz levantar cedo de manhã e espreitar
por detrás de uma cortina e dizer vamos embora
vamos viver mais um dia!
se isto não acontecer terás que o procurar
sozinho com a tua alma.
Sentir é do mais lindo que há e,
se for um sentimento verdadeiro tu irás sabê-lo
pois não precisarás de pensar
simplesmente ele aparece,
é como que uma bênção que a vida te dá.
só por si a vida é uma dádiva
mas se for bem sentida e transparente
tudo se torna belo,
como o é o sincelo numa manhã fria, nuns montes da Beira
que é completamente esquecida pelo tempo que corre lá fora.
aqui neste canto tudo parece mais seguro
como se o único bolor que entrasse aqui fosse a humidade
de um nevoeiro triste e melancólico, distante.
merece ser sentido e reflectido pois parece que ele existe
para nos dar mais esperança, para nós nos ofuscarmos,
emiscuirmos da sociedade do desespero e das não ideias
dos não argumentos.
tu dizes isso mas não sabes porque é que o dizes
dizes isso sem o teres apreendido sem o sentires
é uma pena.
a tua vida merece mais de ti
mais admirações e mais incertezas
pois tudo aquilo que tu dizes pode mudar o mundo.
é verdade não te admires com isto!
tens que ser forte e procurar na tua cabeça passadeiras rolantes
que te mostrem,
como se de uma exposição se tratasse
todos os pontos de vista de uma simples coisa.
só assim poderás ter a legitimidade de dizer aquilo que te apetece
ou talvez não.
não sei.
já não tenho certezas
porque nunca as tive.
o sentimento versus o pensamento,
é algo que poderá ser perigoso
pois o teu pensamento pode ser moldado pelo sentimento
enquanto que o sentimento dificilmente o será pelo pensamento.
o pensar é algo curioso e ao mesmo tempo perigoso,
sendo ao mesmo tempo o nosso motor e inibidor.
se for acompanhado do sentir poderá ser chamado de mais legitímo?
penso que não...
mais verdadeiro ou puro?
talvez.
pelo menos poderás dizer que o estás fazendo sendo sincero.
e de que adianta?
estarás certo do que estás a dizer?
se calhar era melhor pensares um bocado e não seres tão impulsivo.
onde é que está a tua razão?
tu não pensas?
Eu penso e digo que escrever isto aqui em cima
foi extremamente libertador pois fiquei com a sensação
de levitar entre pensamentos em catadupa
que podem não ter muito sentido para quem os ler
mesmo para mim que os escrevi.
mas nesse momento como agora
eles fizeram e fazem sentido.
o momento é sempre o mais importante
e se para te sentires totalmente bem
precisares apenas de um momento
acho que tudo fica explicado.
assim ficam a saber tanto como eu
e podem compreender um pouco melhor a vossa cabeça
pois quem ler isto
irá ficar com as palavras em riste
como que agulhas na sua cabeça
a picar, a picar...
e aí é a parte em que eu entro
eu apareço do nevoeiro dos teus pensamentos
e tranformo tudo aquilo que leste em sentimentos.
tu irás ficar a pensar que me conheces.
mas será que sim?
tu tás a ler os meus pensamentos
é bem verdade...
mas todos eles fazem parte de um momento
que é apenas aquele em que eu os escrevo.
se calhar nem foram sentidos...
fizeram apenas parte de um constante devir
como que uma consciência constante e ininterrupta
em que se torna extremamente necessário
vomitar tudo o que tenho na mente cá para fora.
agora sim vou acabar estes escritos
com a sensação de ter renascido
e isso é bom.
talvez para a próxima tente ser mais racional
ao ponto de escolher um tema e falar dele.
ou talvez não tenha a disposição para isso
tudo depende lá está... do momento.
é com a sensação de não ter dito nada
que acabei por dizer quase tudo
pois abri o livro e apeteceu-me lê-lo.
e acho que não há muitas pessoas
a tentar ou a querer fazê-lo.
Ou há?
BRUNO NASCIMENTO
Sábado, 13 de Dezembro de 2003
(20h18m)
Wednesday, October 19, 2005
Tuesday, September 20, 2005
O previsível acontece, de fa(c)to aparece
As aparições e os milagres são coisas completamente diferentes.
As primeiras acontecem frequentemente, sendo a sua chegada previsível. Os milagres são e acontecem quando as aparições não se mostram. Isso é que é um milagre.
As aparições de fa(c)to, estão a tornar-se banais e repetitivas. Elas estão num looping de 4 anos, de ciclos recicláveis.
Então eu posso dizer que já fui abençoado com algumas aparições. Em Trancoso acontecem muitas vezes. Lá não há milagres.
Mais uma vez o iluminado do fato foi previsível e apareceu para mostrar de que tecido era feito. Júlio Sarmento tinha dito que não queria aparecer mais, mas não resistiu e vai desfilar na montra das aparições, onde irá ter concorrência.
Esta, é uma rosa socialista com um fato de 2001, que pertenceu ao seu antecessor Amilcar Salvador. É mais do mesmo, logo mais uma aparição. Esta é repentina, consegue deixar-te cego momentaneamente mas depois recuperas a visão e vês que a rosa, a flor, é uma flor que dá fruto, e este é uma laranja sem sumo.
De fa(c)to aparece e o previsível acontece.
As primeiras acontecem frequentemente, sendo a sua chegada previsível. Os milagres são e acontecem quando as aparições não se mostram. Isso é que é um milagre.
As aparições de fa(c)to, estão a tornar-se banais e repetitivas. Elas estão num looping de 4 anos, de ciclos recicláveis.
Então eu posso dizer que já fui abençoado com algumas aparições. Em Trancoso acontecem muitas vezes. Lá não há milagres.
Mais uma vez o iluminado do fato foi previsível e apareceu para mostrar de que tecido era feito. Júlio Sarmento tinha dito que não queria aparecer mais, mas não resistiu e vai desfilar na montra das aparições, onde irá ter concorrência.
Esta, é uma rosa socialista com um fato de 2001, que pertenceu ao seu antecessor Amilcar Salvador. É mais do mesmo, logo mais uma aparição. Esta é repentina, consegue deixar-te cego momentaneamente mas depois recuperas a visão e vês que a rosa, a flor, é uma flor que dá fruto, e este é uma laranja sem sumo.
De fa(c)to aparece e o previsível acontece.
Monday, March 07, 2005
Sai uma dobradinha. Záz!
Saudações benfiquistas!
Mando desde já, um abraço para os meus colegas lagartos - Eduardinho, Alor e Amaral.
É pena mas esta semana as hostes Sportinguistas perderam em vários campos ao mesmo tempo.
Como dizia o outro, c'est la vie!
Eu compreendo a sua apreensão pois os verdinhos são a equipe que melhor futebol pratica. Só falta é pontuarem! Ainda assim Peseiro diz que não perdeu nada, só faltaram os golos, não sofrer nenhum, pontuar e esperar que os outros candidatos ao título não ganhassem os seus jogos (que é o mesmo que dizer: esperar que os encarnados perdessem); tudo esperanças verdes e tudo ilusões.
Falando do clube "maior do mundo e arredores", tá-se bem.
Trap tem opções relativamente discutíveis antes e durante os jogos, tem um estilo de jogo cauteloso e pouco bonito de se ver, mas o que é certo é que os benfiquistas ainda podem comer dobradinha este ano.
Mais do que o já mítico futebol espectáculo de Peseiro, à Velha Raposa pedem-se títulos e se for dobrada já não é nada mau...
Por isso faço votos para que o glorioso continue a jogar feio mas eficaz e para que o sporting continue a jogar ao ataque e com uma defesa de merda.
ZÁZ!
Para já estamos na frente.
O FCP vai vacilar com os lagartos e nós vamos lá para a frente isoladíssimos.
É disto que o meu povo gosta.
SLB, SLB, SLB, SLB, SLB, Glorioso, SLB, Glorioso, SLB.
Reflexões efectivamente reflectidas
Buenas novamente!
Estou aqui para deixar algumas reflexões efectivamente reflectidas.
Primeiro, dizer que as eleições aos órgãos de gestão da Universidade de Coimbra, estão aí a rebentar.
Está toda a gente em alerta para isto, sendo efectivamente um acontecimento universitário de grande relevância (ou será antes de grandes revelações?) e o departamento de antropologia não foge à regra, contribuindo mesmo com grandes personagens para as listas concorrentes.
É vê-los de faca e garfo na mão a comer de tudo um pouco, mas antes disso é necessário saber cortar e rasgar bem a carne suculenta e apetitosa...
Sem comentários.
Polémicas à parte, está em formação um grupo de discussão híbrido, isto é, mais uma farça...hhmmm..uma força, peço desculpa.
Às vezes é necessário entrar nela. E que bem que ela sabe. Está na hora, está na hora...
Lá diz o ditado, o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita...
Vamos ver no que isto dá.
É preciso acreditar que se pode mudar algo, pormenores insignificantes, pois é com estas pequenas coisas que se faz história dia-a-dia.
Por isso vamos lá cambada (pês) e afins.
Hasta la vitoria...
Thursday, February 03, 2005
Superliga Vs. La Grande Marche = Kitshenet
O futebol português - Superliga Galpenergia - assemelha-se com a anunciada Grande Marcha em Portugal, que está sobretudo no seu age em Coimbra (é para rir), pois claro. Digo isto devido à questão em permanente debate e não em permanente devir, que o campeonato está nivelado por baixo.
Eu partilho dessa opinião, que alastro para La Grande Marche coimbrã. Os renatos e os nélsos do movimento são o Sporting de Braga e o Vitória de Setúbal da redondinha. Aparecem de vez em quando do meio do nada, qual cometa, e desaparecem logo de seguida.
A isto eu chamo de kitsh, a este cometa que aparece para nos cegar de beleza e faz-nos acreditar que o céu é sempre assim, mas não é. Esta espécie de encantamento e deslumbramento é tão forte, que mesmo depois dele passar, existe a vontade de regressar a tal estado de embriaguez.
Por associação, tenho que chamar a isto tudo um enorme cozinhado. Onde é que se fazem os cozinhados desta dimensão?
Claro que é na kitshenet. Aqui está uma palavra nova para um novo conceito.
Mistura-se um pouco da coimbra à esquerda com o veloz cometa Sp. de Braga, uma pitadinha da Grande Marcha com a densa nuvem de atracções multicolorida - o kitsh - e obtém-se um belo cozido à Allucinatorium.
Onde é que se faz ?
Sentado em frente a um pc ligado à net, este já de si um belo instrumento do kitsh democrático.
Simples, não?
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