Monday, December 20, 2004

The end as no end...

Os Strokes são uma banda fantástica para quem gosta de andar alegre, desprendido. Orelhuda por definição, a banda de Julian Casablancas tem refrões bem conseguidos e as músicas são bastante rápidas. A fórmula do costume, reinventada por eles, a que muitas outras bandas do renovado movimento nova-iorquino aderiram. Muito arty, pouco arty, mais punk, menos punk, mais electro ou mais cru, o novo-rock está aí e recomenda-se (pelo menos durante algum tempo), e isso deve-se em parte aos Strokes. Isto seria uma análise de um qualquer acreditado jornalista da matéria, por exemplo, do BLITZ. Imparcialidade?!

Agora sinceramente. Eu sou um seguidor dos Strokes, um "fã" da sua música e tenho a dizer que eles lançaram um segundo álbum bastante bom e que todas as bandas são facciosas naquilo que fazem, seguindo por um caminho e não por outro. Esses caminhos que se escolhem e se percorrem, têm é que ser sinceros e autênticos, transparentes e puros.
Enquanto isto acontecer, nada a apontar.

Por isso e muito mais, os Strokes estão bem e eu recomendo-os. Assim, "The end as no end", ou por outra, o fim anunciado por uns da banda, nunca irá ter fim.

1 comment:

Alor said...

"O fim como não fim" é de facto uma muito boa deixa para o que quer que seja que quer que seja, mas - note-se bem - não estando desprendido (tenho, nomeadamente, os senhores Radcliffe-Brown e Henry Maine à perna) e como tal não podendo andar alegre - nem sempre o que se quer se é (=seja).

Nada que se não possa resolver, espero, após muitas sacudidelas mentais e golpes de rins metaforizados.
*
Mas e o som em si? (pergunta jornalística entremeada)

Trata-se de um som que de bom grado minha alucinação acolhe. (num bom trejeito sátiropolíticotelevisivo)
*
Tão só endereçar os melhore cumprimentos à banda de Casablancas e a MC Brunão, fazendo votos para que uma colaboração musical entre estes surja a curto prazo (decerto - precisamente por isso - o delírio instalar-se-ia entre os fãs).

Hasta Luego